"A Copa Sul-americana ganhou uma importância muito grande na última edição por conta da possibilidade de classificação para a Copa Libertadores. Acaba se tornando mais uma oportunidade para as equipes buscarem vaga para disputar o principal objetivo no ano, que é ser campeão continental. O Botafogo, com toda a certeza, vai tentar ser representado da melhor maneira possível e lutar pelo título", prometeu o goleiro Jéfferson, do Botafogo.
Para Nicolás Leóz, presidente da Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol), além da vaga para a Libertadores, o torneio desperta interesse pela possibilidade de conseguir um título continental.
"Os clubes sabem que a possibilidade de disputar a Libertadores existe com a realização de poucos jogos. É mais fácil, teoricamente, do que jogando um campeonato nacional com mais de 20 jogos. Mas logicamente que, além disso, tem todo o prestígio de ganhar um título continental. As torcidas vibram, principalmente quando chega a reta decisiva", analisou Nicolás Leóz.
Além da vaga na próxima Libertadores, o campeão da Sul-americana disputa a Recopa Sul-Americana, com o ganhador da Libertadores, e a Copa Suruga Bank, diante do campeão japonês.
Nos confrontos entre brasileiros, esse ano o Botafogo vai medir forças com o Atlético-MG, enquanto que o Flamengo encara o Avaí. O São Paulo terá pela frente o Ceará, enquanto que Vasco e Palmeiras fazem um clássico do eixo Rio-São Paulo.
O HISTÓRICO DOS BRASILEIROS
Na primeira edição da Copa Sul-Americana, em 2002, o Brasil não enviou representantes. Isso porque naquela ocasião o Campeonato Brasileiro ainda era decidido no sistema de mata-mata, e a CBF alegou que o calendário nacional estava apertado. Por isso, os brasileiros iniciaram sua participação no torneio apenas em 2003, e quem foi mais longe foi o São Paulo, eliminado pelo River Plate nas semifinais. Após perder por 3 a 1 em Buenos Aires, o Tricolor paulista ganhou por 2 a 0 no Morumbi, em um jogo polêmico e de troca de agressões entre os atletas. Nos pênaltis, o River Plate ganhou por 4 a 2.
No ano seguinte, em 2004, o melhor representante brasileiro veio do Sul. O Internacional começava a montar o time que seria campeão da Libertadores e do Mundial dois anos depois. Mas, na Sul-americana, caiu nas semifinais, perdendo para o Boca Juniors por 4 a 2 na Argentina, e conseguindo apenas um empate sem gols no Beira-Rio. O time argentino se sagraria campeão.
Em 2005, os brasileiros não passaram das quartas de final, assim como no ano anterior. O Atlético-PR chegou às semifinais de 2006, mas acabou eliminado pelo Pachuca, do México, que conquistaria o título. Naquela ocasião, os paranaenses perderam por 1 a 0 na Arena da Baixada e na tentativa de inverterem o resultado em território mexicano acabaram goleados por 4 a 1.
O título enfim sorriu para os brasileiros em 2008, quando o Internacional, liderado pelo técnico Tite e com um time que contava com peças como o meia argentino D´Alessandro e o atacante Nilmar bateu o Estudiantes na final.
Em 2009, o Brasil chegou mais uma vez à decisão. Dessa vez com o Fluminense, liderado pelo técnico Cuca e com uma equipe que ficou conhecida como "time de guerreiros", já que evitou um rebaixamento dado como certo no Brasileirão daquele ano.
Curiosamente a final foi contra a LDU, do Equador, com quem os tricolores tinham cruzado na decisão da Copa Libertadores de 2008, que terminara com triunfo equatoriano. E o filme se repetiu em 2009, com uma goleada da LDU por 5 a 1 na ida. No duelo de volta, no Maracanã e com direito a uma expulsão do atacante Fred, o time do Equador perdeu por 3 a 0, mas mesmo assim deu a volta olímpica.
Novamente o Brasil se fez representar na decisão de 2010 e pelo surpreendente Goiás, que foi rebaixado no Brasileirão, mas conseguiu fazer bonito no torneio continental. Os goianos, que tinham eliminado o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari nas semifinais, venceram o confronto de ida da decisão contra o Independiente, por 2 a 0. Mas na volta, na Argentina, os brasileiros perderam por 3 a 1, sendo superados também nas cobranças de pênaltis.